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registros da prova de figurinos da intervenção plastiCIDADE, resultante da oficina Performance e Sustentabilidade em Intervenções Urbanas, ministrada por Marina Mendo e Rossendo Rodrigues na Associação Cultural Vila Flores, de agosto a outubro de 2016. A oficina é a primeira etapa do projeto Ecopoética:ILHA e partilhou procedimentos de criação do projeto Ecopoética com os artistas participantes. A consultoria de figurinos é da artista visual Margarida Rache, a produção é da CUCO, de Liége Biasotto com assistência do André Varela que também cuida do design gráfico, as imagens abaixo são do Gabriel Dienstmann, e as performers nas fotos Ines Hubner, Isabel Tombini, Genifer Gerhardt, Louise Pierosan, Liana Keller e Luciane Panisson.

imagens da oficina Performance e Sustentabilidade em Intervenções Urbanas projeto Ecopoética:ILHA

A oficina acontece de 15 de agosto a 16 de outubro, no Vila Flores (R. São Carlos, 759 – Floresta). Serão 24 encontros que resultarão na criação de performances urbanas pelos alunos das oficinas, que serão apresentadas no mês de outubro, em diferentes espaços da cidade de Porto Alegre.

Ministrada por Rossendo Rodrigues e Marina Mendo, a oficina busca partilhar os procedimentos utilizados na criação das performances do projeto ECOPOÉTICA. Através de práticas de sensibilização física e vocal, composições imagéticas e sonoras,  pretende-se ampliar os ambientes de criação e interação do performer em relação ao ambiente urbano. A prática investiga  o trinômio arte – cidade – sustentabilidade e suas possíveis conexões com o corpo em performance. Ao longo da oficina cada aluno desenvolverá sua própria intervenção, e ao final será organizado um circuito ecopoético de performances urbanas.

Além da direção de Rossendo Rodrigues em parceria com Marina Mendo, o projeto contará com a consultoria do cenotécnico Rodrigo Shalako e da figurinista e artista plástica Margarida Rache. A produção fica por conta de Liége Biasotto – CUCO Produções e André Varela. Esse projeto está sendo financiado pelo FUMPROARTE – Secretaria Municipal da Cultura – Prefeitura de Porto Alegre.

fotos:Juliano Rossi de Jesus

Lab. Experimental Teatro I DAD UFRGS 2014/02

experimento em vídeo conclusão do estágio docente na disciplina Laboratório Experimental de Teatro I no Departamento de Arte Dramática da UFRGS, segundo semestre de 2014. O estágio foi uma experiência-piloto, motor de investigação de procedimentos e princípios das pesquisas de mestrado Provocações sonoras de Marina Mendo e Poética do sensorial de Luciane Panisson. Orientação da professora Marta Isaacsson imagens do vídeo gentilmente captadas pela Natália Utz. 

alunos colaboradores: Anderson Moreira Salles, Bruno Fernandes, Diogo Verardi Predebon, Eriam Schoenardie, Karine Paz, Luiz Manoel Oliveira Alves, Maquiam Silveira,  Nina Mesias Barrera e  Vitória Monteiro

ecopoética: ilha

Você conhece o projeto Ecopoética? Concebido pelo performer, ator e pesquisador Rossendo Rodrigues, e desenvolvido desde 2013 em parceria com a performer e também pesquisadora Marina Mendo, o Ecopoética dedica-se sobretudo à busca por poéticas de sustentabilidade no ambiente urbano através da realização de performances de intervenção urbana.

A primeira etapa do projeto – Ecopoética: A Possibilidade da Arte sobre as Águas de Porto Alegre – foi contemplada com o prêmio de pesquisa Décio Freitas e desenvolvida ao longo de 2014 com financiamento do FUMPROARTE, realizando ações artísticas sobre ecossistemas aquáticos urbanos em estado de degradação.

Em 2016, uma nova etapa de desenvolvimento artístico: contemplado com o edital FUMPROARTE de Apoio à Produção 2015, o projeto realiza a oficina gratuita “Performance e Sustentabilidade em Intervenções Urbanas”, com duração de 2 meses, que resultará em uma série de performances dos participantes em espaços urbanos de Porto Alegre. Em breve as inscrições para a oficina estarão abertas.

Em 2017 o projeto prevê a criação do espetáculo ILHA, a ser realizado no encontro das águas do Arroio Dilúvio e do lago Guaíba (Porto Alegre). Durante o processo, será filmado e editado um mini- documentário sobre toda a criação artística da pesquisa, dirigido por Natália Utz e Gabriel Dientsmann, a ser lançado no encerramento do projeto.

Mais informações em: https://projetoecopoetica.com/

crédito: Gabriel Dienstmann e Natalia Utz

entrevista Marina no site do Goethe – Institut

http://www.goethe.de/ins/br/poa/ver/acv/bku/2015/pt15025198.htm

clique aqui: entrevista Marina site goethe

A instalação performática Fábrica de Calcinha, dos artistas Marina Mendo, Rossendo Rodrigues, Ricardo Pavão e Marta Felizardo, criou um ambiente imersivo a partir da sonoridade urbana em pleno Goethe-Institut Porto Alegre, como parte do Festival de Artes 50 Anos. Apresentado ao longo dos dias 5, 7 e 9 de dezembro, o projeto partiu de uma pesquisa sobre a paisagem sonora do centro da cidade, em especial o canto de sobrevivência dos vendedores ambulantes. O arquivo sonoro construído pelo grupo foi manipulado e colocado em relação pelos artistas e ainda inspirou uma série de propostas performáticas em um ambiente que também contou com uma arquitetura de luz. A seguir, uma entrevista com Marina Mendo sobre o processo de criação do trabalho e seus possíveis desdobramentos.

Como surgiu a ideia de criar o projeto Fábrica de Calcinha? 

Desde novembro do ano passado, comecei a investigar a sonoridade e a escuta no processo de criação cênica no contexto de uma pesquisa de mestrado no PPGAC/UFRGS. A investigação artística partiu de poucas ideias e muitas perguntas, especialmente: se o objeto sonoro, um objeto perceptivo que a mente decodifica como som, poderia ativar o processo de criação cênica. Nessa exploração, consideramos não somente, mas de maneira privilegiada, o comportamento do ambiente acústico que estava à nossa volta, vivo, pulsante, interferente, provocador de escutas. Estávamos trabalhando no Departamento de Arte Dramática da UFRGS, localizado no centro de Porto Alegre. Assim que Fábrica de Calcinha foi atravessado pelas expressões sonoras deste entorno, dentre outros estímulos.

 Como funcionou o processo de colaboração entre os diferentes artistas na criação e realização do projeto?

A criação colaborativa é muito rica e convoca capacidades relacionais que, trabalhando com artistas da mesma área, com um certo vocabulário e referências comuns, não nos são tão exigidas. Especialmente no que se refere à diferença de modos de pensar, perceber e fazer, é que reside a riqueza e as dificuldades do trabalho em colaboração. Ricardo vem da música, faz músicas, compondo muito para teatro, Rossendo trabalha corporalmente, vem de trajetórias pela dança e teatro, Marta é arquiteta e pensa iluminação de interiores e artes visuais, e eu sou artista de teatro com forte interferência da música ao vivo em cena. Então, desses lugares tão diferentes, como fazer interagir, produzir relações de retroalimentação entre os artistas, uma relação na qual alguém oferece um material, o outro transforma, devolve o material transformado, mobilizando interações novas… Lentamente, o que era um embrião vai tomando forma a partir dessas relações. Em momentos críticos e de decisões quanto à forma, fizemos uma dinâmica de tentar perceber o quê e como o outro percebe o trabalho, qual a sua perspectiva, o que nos desafiou a libertar o material de intenções pessoais, por melhores que fossem, de ser isto ou aquilo, de ter esta ou aquela forma.

Houve descobertas em relação ao processo criativo de vocês?

Houve muitas descobertas, em especial no que se refere a entender como criar a cena no espaço, em presença de todos os elementos (luz, sonoridade, performance). Abrimos mão do magnetismo de um referencial externo como um texto, roteiro, tema ou ideia pré­ concebida, aprendemos a fazer agir os elementos, a escutá­los, perceber suas possibilidades, investir nelas. Também foi importante nos convencermos de que a exposição dos modos de fabricação das cenas ofereceriam matéria para a percepção do público. Às vezes a gente tenta ocultar do público isto ou aquilo, quando o que captura sua atenção é justamente ver as coisas se transformando, presenciar os modos de fabricação. O material pode, assim, agir sobre o público, provocar relações, libertando a percepção para que cada um se relacione com a experiência à sua maneira.

Como pensam o projeto daqui pra frente? Ele segue? Há possibilidades de desdobramentos?

Poder estruturar um material de pesquisa tão variado e compartilhar impressões com o público foi muito estimulador. Fábrica de Calcinha tem potencial e vida para continuar se desdobrando. O processo de criação deixou muitos vestígios, um arquivo de sonoridades enorme e variado, evidentemente não totalmente explorado. O centro da cidade se revelou fonte inesgotável de recursos sensíveis e poderíamos ainda explorar outros aspectos e ambientes sonoros no rastro do que já exploramos. Gostaríamos, sim, de, em algum momento propício, extrair da obra que apresentamos uma dramaturgia sonora para um espetáculo. Vamos ver… o que o futuro nos reserva.

entrevistadora: Fernanda Albuquerque é curadora e pesquisadora na área de Artes Visuais e participou da curadoria do Festival de Artes 50 anos Goethe­Institut Porto Alegre

fotos de Adriana Marchiori

Fábrica de Calcinha

Fábrica de Calcinha, dos artistas Marina Mendo(performer/musicista), Ricardo Pavão(músico), Rossendo Rodrigues(performer) e Marta Felizardo(arquiteta), cria um ambiente imersivo a partir da sonoridade urbana. O projeto parte de uma pesquisa realizada pela atriz e musicista Marina Mendo junto ao Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas da UFRGS – Provocações Sonoras: uma investigação da escuta na criação cênica. Orientada pela Profa Dra Marta Isaacson. O eixo central da obra é a paisagem sonora do centro de Porto Alegre, em especial, o canto de sobrevivência dos vendedores ambulantes, que oferecem de tudo: calcinha, chip para celular, corte de cabelo, pêra, manga, morango, ouro, plantas curativas e até previsões para o futuro. O arquivo sonoro construído pelo grupo é manipulado e colocado em relação pelos artistas, a partir de dispositivos como sampler, pedal de efeitos, amplificadores e microfones, além de objetos luminosos que compõem uma arquitetura de luz.

 

A performance é um dos 03 projetos selecionados entre 55 inscritos de todo o Brasil para compor a programação do Festival de Artes 50 Anos do Goethe Institut – Porto Alegre que acontece de 04 a 10 de dezembro em diferentes espaços da cidade, recebendo um prêmio em dinheiro mais um suporte de produção para sua realização.

 Fotografias de Carolina de Góes.

Instalação – performance
Dias 05, 07 e 09 de dezembro de 2015, às 19h
Goethe-Institut Porto Alegre (24 de Outubro, 112)

Equipe de criação: Marina Mendo(performer/musicista), Ricardo Pavão(músico), Rossendo Rodrigues(performer) e Marta Felizardo (arquiteta).

Entrada franca – senhas distribuídas a partir das 18H.

 

Oficina Movimentos Sonoros no Circo Redondo _ zona rural de Ibicoara_Bahia.

Do dia 05 de julho a 15 de agosto aconteceu a oficina Movimentos Sonoros lá no Circo Redondo, sul da Chapada Diamantina, no estado da Bahia. O circo Redondo é um projeto idealizado pela artista e educadora circense Daniela Albuquerque e atende a comunidade da zona rural de Ibicoara. O projeto Circo na Roça foi financiado pela FUNCEB – Fundação de Cultura do Estado da Bahia. Foram cinco turmas de crianças, jovens e adultos convidados a a perceber e participar da composição sonora do ambiente do circo. Desenvolvemos conteúdos como escuta, silêncio, ritmo, harmonia, melodia e timbre, criação e improvisação sonora. Em jogos de escuta e criação, percussão corporal, explorações vocais e canções do repertório popular a oficina convidou os participantes a se relacionarem com a sonoridade de maneira lúdica e acessível. Na realização da oficina contei com a monitoria indispensável da artista Elisângela Ikiu. Longa vida ao Circo Redondo!

clique aqui para ver o vídeo de conclusão do projeto!

VIDEO CIRCO NA ROÇA

para maiores informações sobre o Circo Redondo:

https://www.facebook.com/circoredondo

Amostra I processo de criação – provocações sonoras: investigando a escuta e a criação cênica

“Eu estou aqui

e não tenho nada a dizer

e o estou dizendo”

(John Cage, Conferência sobre nada,1949)

Pesquisa artística realizada junto ao Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da UFRGS com orientação da Profa Dra Marta Isaacsson,  com o objetivo de explorar a sonoridade como ativadora da criação cênica. Realizada em colaboração entre músico e performer, seu recurso de partida é a percepção da paisagem sonora do centro de Porto Alegre, estimulada pelo procedimento de Derivas Sonoras. As Derivas possibilitam praticar uma intenção de escuta, selecionando objetos sonoros – objetos perceptivos que a mente decodifica como um som(Schaeffer,1966). Assim foi possível construir um repertório de memória sonora gravada no corpo e em dispositivos tecnológicos de captura de áudio a ser recuperada em diferentes etapas do processo de criação. A escuta, entretanto, em todas as etapas, foi mediadora de relações de composição sonora, gestual, em deslocamentos e ocupações espaciais. Os princípios norteadores da pesquisa artística provém de diferentes campos de conhecimento como a acústica, psicoacústica, música concreta, arte sonora,  entre outros relacionados à escuta e   musicalização dos elementos de composição cênica. Seu contorno conceitual é delineado pelo teatro pós-dramático de Hans-Thies Lehman. Em seu horizonte de inspiração artística está a obra de John Cage, o Movimento Fluxus, o encenador Heiner Goebbels, o compositor Jean Jaques Lemétre, a multi-artista Janette Cardiff, Laurie Anderson, entre outros.

horizonte teórico prático: Acústica e Psicoacústica, Estética da ausência de Heiner Goebbels, Teatro Pós-Dramático Hans Thies Lehman, John Cage, Fluxus Movement.

colaboram com a pesquisa o músico Ricardo Pavão e o performer Rossendo Rodrigues.

vídeo com amostras de material realizada durante a qualificação de memorial: