ECOPOÉTICA: ILHA

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FUMPROARTE e PULPERIA CULTURAL apresentam

ILHA

>>>19 de março de 2017, domingo, às 16h30 – Ilha da Pintada, em frente à Colônia de pescadores Z5 (ao lado da praça Salomão Pires), Porto Alegre.

>>>26 de março de 2017, domingo, às 16h30 – Arroio Dilúvio, em frente ao parque Marinha do Brasil, próximo ao anfiteatro Pôr-do-Sol, Porto Alegre.

Classificação: Livre
Duração: 120min

Sinopse:
Um aglomerado de lixo flutua sobre as águas contaminadas pelos restos da cidade. Habitado por mães, filhas, irmãs, amigas, guardiãs, guerreiras, artistas, pensadoras, geradoras de vida e de força, mulheres. Habitado por aquelas que purgam o sofrimento do que foi rapidamente jogado fora, aquelas que transformam o lixo em seu quinhão sagrado. Uma singela e respeitosa homenagem à força e resiliência femininas. Quando olhamos a ILHA, ela olha de volta.

Descrição:

ILHA é o primeiro espetáculo do projeto Ecopoética: Arte e Sustentabilidade em Intervenções Urbanas. Desenvolvido pelos artistas Marina Mendo e Rossendo Rodrigues, o projeto constitui uma plataforma de pesquisa e busca por poéticas de sustentabilidade no ambiente urbano, articulando conexões entre ecologia, sustentabilidade e artes cênicas. Teve início em 2013 através da sua primeira etapa: Ecopoética – A Possibilidade da Arte sobre as Águas de Porto Alegre, tendo recebido na ocasião o Prêmio de Pesquisa Décio Freitas (Fumproarte – Porto Alegre). Ao longo dos últimos anos foram apresentadas quatro performances urbanas, realizadas em distintos locais de porto alegre, que vieram a consolidar aceitação e incentivo ao projeto por parte do público. Em 2016 o projeto recebeu o Prêmio Boas Ideias de Sustentabilidade, promovido pela Virada Sustentável POA e pelo Instituto Gaia. Também em 2016 o projeto foi contemplado com o financiamento do Fumproarte para a realização da sua segunda etapa – Ecopoética: ILHA – que contemplou a realização de atividades formativas através da oficina “Performance e Sustentabilidade em Intervenções Urbanas”, e agora resulta na montagem do espetáculo ILHA. Em 2017 o projeto inicia uma circulação por 12 estados brasileiros com a performance urbana Diluvio MA, através do circuito Palco Giratório SESC Nacional. Também em 2017 inicia-se a produção de um documentário em curta-metragem sobre as ações e pesquisas já realizadas.

Ficha técnica:

Criação e performance: Louise Pierosan, Luciane Panisson, Margarida Rache e Marina Mendo
Concepção e direção geral: Rossendo Rodrigues
Provocações sonoras e assistência de direção: Marina Mendo
Criação de figurinos e consultoria estética: Margarida Rache
Criação cenográfica e cenotécnica: Rodrigo Shalako
Direção de produção: Liége Biasotto – CUCO Produções
Design gráfico e assistência de produção: André Varela
Preparação corporal em Integral Bambu: Joana Kirst
Vivência em danças circulares: Patricia Preiss
Assessoria de imprensa: Léo Sant’Anna
Vídeos: UTZ Filmes
Fotos: Gabriel Dienstmann e Adriana Marchiori
Financiamento: Fumproarte
Realização: Pulperia Cultural
Apoio: Atelier da Casa9, Vila Flores, CAR Ilhas e Prato Verde
Agradecimentos: Ana Paula Luz, Dona Flor Comunicação, Eglete Rodrigues, Elinara Farina, funcionários do DMLU Ilhas, Joana Kirst, Jussara Luz, Ligia Brock, Luciano Rodrigues Oliveira, Maria Carolina Vecchio, Patrícia Coelho Salcedo, Valdir Ieggli Coelho

MAIS INFORMAÇÕES:
https://projetoecopoetica.com/
https://www.facebook.com/ecopoetica

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registros da prova de figurinos da intervenção plastiCIDADE, resultante da oficina Performance e Sustentabilidade em Intervenções Urbanas, ministrada por Marina Mendo e Rossendo Rodrigues na Associação Cultural Vila Flores, de agosto a outubro de 2016. A oficina é a primeira etapa do projeto Ecopoética:ILHA e partilhou procedimentos de criação do projeto Ecopoética com os artistas participantes. A consultoria de figurinos é da artista visual Margarida Rache, a produção é da CUCO, de Liége Biasotto com assistência do André Varela que também cuida do design gráfico, as imagens abaixo são do Gabriel Dienstmann, e as performers nas fotos Ines Hubner, Isabel Tombini, Genifer Gerhardt, Louise Pierosan, Liana Keller e Luciane Panisson.

imagens da oficina Performance e Sustentabilidade em Intervenções Urbanas projeto Ecopoética:ILHA

A oficina acontece de 15 de agosto a 16 de outubro, no Vila Flores (R. São Carlos, 759 – Floresta). Serão 24 encontros que resultarão na criação de performances urbanas pelos alunos das oficinas, que serão apresentadas no mês de outubro, em diferentes espaços da cidade de Porto Alegre.

Ministrada por Rossendo Rodrigues e Marina Mendo, a oficina busca partilhar os procedimentos utilizados na criação das performances do projeto ECOPOÉTICA. Através de práticas de sensibilização física e vocal, composições imagéticas e sonoras,  pretende-se ampliar os ambientes de criação e interação do performer em relação ao ambiente urbano. A prática investiga  o trinômio arte – cidade – sustentabilidade e suas possíveis conexões com o corpo em performance. Ao longo da oficina cada aluno desenvolverá sua própria intervenção, e ao final será organizado um circuito ecopoético de performances urbanas.

Além da direção de Rossendo Rodrigues em parceria com Marina Mendo, o projeto contará com a consultoria do cenotécnico Rodrigo Shalako e da figurinista e artista plástica Margarida Rache. A produção fica por conta de Liége Biasotto – CUCO Produções e André Varela. Esse projeto está sendo financiado pelo FUMPROARTE – Secretaria Municipal da Cultura – Prefeitura de Porto Alegre.

fotos:Juliano Rossi de Jesus

Lab. Experimental Teatro I DAD UFRGS 2014/02

experimento em vídeo conclusão do estágio docente na disciplina Laboratório Experimental de Teatro I no Departamento de Arte Dramática da UFRGS, segundo semestre de 2014. O estágio foi uma experiência-piloto, motor de investigação de procedimentos e princípios das pesquisas de mestrado Provocações sonoras de Marina Mendo e Poética do sensorial de Luciane Panisson. Orientação da professora Marta Isaacsson imagens do vídeo gentilmente captadas pela Natália Utz. 

alunos colaboradores: Anderson Moreira Salles, Bruno Fernandes, Diogo Verardi Predebon, Eriam Schoenardie, Karine Paz, Luiz Manoel Oliveira Alves, Maquiam Silveira,  Nina Mesias Barrera e  Vitória Monteiro

ecopoética: ilha

Você conhece o projeto Ecopoética? Concebido pelo performer, ator e pesquisador Rossendo Rodrigues, e desenvolvido desde 2013 em parceria com a performer e também pesquisadora Marina Mendo, o Ecopoética dedica-se sobretudo à busca por poéticas de sustentabilidade no ambiente urbano através da realização de performances de intervenção urbana.

A primeira etapa do projeto – Ecopoética: A Possibilidade da Arte sobre as Águas de Porto Alegre – foi contemplada com o prêmio de pesquisa Décio Freitas e desenvolvida ao longo de 2014 com financiamento do FUMPROARTE, realizando ações artísticas sobre ecossistemas aquáticos urbanos em estado de degradação.

Em 2016, uma nova etapa de desenvolvimento artístico: contemplado com o edital FUMPROARTE de Apoio à Produção 2015, o projeto realiza a oficina gratuita “Performance e Sustentabilidade em Intervenções Urbanas”, com duração de 2 meses, que resultará em uma série de performances dos participantes em espaços urbanos de Porto Alegre. Em breve as inscrições para a oficina estarão abertas.

Em 2017 o projeto prevê a criação do espetáculo ILHA, a ser realizado no encontro das águas do Arroio Dilúvio e do lago Guaíba (Porto Alegre). Durante o processo, será filmado e editado um mini- documentário sobre toda a criação artística da pesquisa, dirigido por Natália Utz e Gabriel Dientsmann, a ser lançado no encerramento do projeto.

Mais informações em: https://projetoecopoetica.com/

crédito: Gabriel Dienstmann e Natalia Utz

entrevista Marina no site do Goethe – Institut

http://www.goethe.de/ins/br/poa/ver/acv/bku/2015/pt15025198.htm

clique aqui: entrevista Marina site goethe

A instalação performática Fábrica de Calcinha, dos artistas Marina Mendo, Rossendo Rodrigues, Ricardo Pavão e Marta Felizardo, criou um ambiente imersivo a partir da sonoridade urbana em pleno Goethe-Institut Porto Alegre, como parte do Festival de Artes 50 Anos. Apresentado ao longo dos dias 5, 7 e 9 de dezembro, o projeto partiu de uma pesquisa sobre a paisagem sonora do centro da cidade, em especial o canto de sobrevivência dos vendedores ambulantes. O arquivo sonoro construído pelo grupo foi manipulado e colocado em relação pelos artistas e ainda inspirou uma série de propostas performáticas em um ambiente que também contou com uma arquitetura de luz. A seguir, uma entrevista com Marina Mendo sobre o processo de criação do trabalho e seus possíveis desdobramentos.

Como surgiu a ideia de criar o projeto Fábrica de Calcinha? 

Desde novembro do ano passado, comecei a investigar a sonoridade e a escuta no processo de criação cênica no contexto de uma pesquisa de mestrado no PPGAC/UFRGS. A investigação artística partiu de poucas ideias e muitas perguntas, especialmente: se o objeto sonoro, um objeto perceptivo que a mente decodifica como som, poderia ativar o processo de criação cênica. Nessa exploração, consideramos não somente, mas de maneira privilegiada, o comportamento do ambiente acústico que estava à nossa volta, vivo, pulsante, interferente, provocador de escutas. Estávamos trabalhando no Departamento de Arte Dramática da UFRGS, localizado no centro de Porto Alegre. Assim que Fábrica de Calcinha foi atravessado pelas expressões sonoras deste entorno, dentre outros estímulos.

 Como funcionou o processo de colaboração entre os diferentes artistas na criação e realização do projeto?

A criação colaborativa é muito rica e convoca capacidades relacionais que, trabalhando com artistas da mesma área, com um certo vocabulário e referências comuns, não nos são tão exigidas. Especialmente no que se refere à diferença de modos de pensar, perceber e fazer, é que reside a riqueza e as dificuldades do trabalho em colaboração. Ricardo vem da música, faz músicas, compondo muito para teatro, Rossendo trabalha corporalmente, vem de trajetórias pela dança e teatro, Marta é arquiteta e pensa iluminação de interiores e artes visuais, e eu sou artista de teatro com forte interferência da música ao vivo em cena. Então, desses lugares tão diferentes, como fazer interagir, produzir relações de retroalimentação entre os artistas, uma relação na qual alguém oferece um material, o outro transforma, devolve o material transformado, mobilizando interações novas… Lentamente, o que era um embrião vai tomando forma a partir dessas relações. Em momentos críticos e de decisões quanto à forma, fizemos uma dinâmica de tentar perceber o quê e como o outro percebe o trabalho, qual a sua perspectiva, o que nos desafiou a libertar o material de intenções pessoais, por melhores que fossem, de ser isto ou aquilo, de ter esta ou aquela forma.

Houve descobertas em relação ao processo criativo de vocês?

Houve muitas descobertas, em especial no que se refere a entender como criar a cena no espaço, em presença de todos os elementos (luz, sonoridade, performance). Abrimos mão do magnetismo de um referencial externo como um texto, roteiro, tema ou ideia pré­ concebida, aprendemos a fazer agir os elementos, a escutá­los, perceber suas possibilidades, investir nelas. Também foi importante nos convencermos de que a exposição dos modos de fabricação das cenas ofereceriam matéria para a percepção do público. Às vezes a gente tenta ocultar do público isto ou aquilo, quando o que captura sua atenção é justamente ver as coisas se transformando, presenciar os modos de fabricação. O material pode, assim, agir sobre o público, provocar relações, libertando a percepção para que cada um se relacione com a experiência à sua maneira.

Como pensam o projeto daqui pra frente? Ele segue? Há possibilidades de desdobramentos?

Poder estruturar um material de pesquisa tão variado e compartilhar impressões com o público foi muito estimulador. Fábrica de Calcinha tem potencial e vida para continuar se desdobrando. O processo de criação deixou muitos vestígios, um arquivo de sonoridades enorme e variado, evidentemente não totalmente explorado. O centro da cidade se revelou fonte inesgotável de recursos sensíveis e poderíamos ainda explorar outros aspectos e ambientes sonoros no rastro do que já exploramos. Gostaríamos, sim, de, em algum momento propício, extrair da obra que apresentamos uma dramaturgia sonora para um espetáculo. Vamos ver… o que o futuro nos reserva.

entrevistadora: Fernanda Albuquerque é curadora e pesquisadora na área de Artes Visuais e participou da curadoria do Festival de Artes 50 anos Goethe­Institut Porto Alegre

fotos de Adriana Marchiori

Fábrica de Calcinha

Fábrica de Calcinha, dos artistas Marina Mendo(performer/musicista), Ricardo Pavão(músico), Rossendo Rodrigues(performer) e Marta Felizardo(arquiteta), cria um ambiente imersivo a partir da sonoridade urbana. O projeto parte de uma pesquisa realizada pela atriz e musicista Marina Mendo junto ao Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas da UFRGS – Provocações Sonoras: uma investigação da escuta na criação cênica. Orientada pela Profa Dra Marta Isaacson. O eixo central da obra é a paisagem sonora do centro de Porto Alegre, em especial, o canto de sobrevivência dos vendedores ambulantes, que oferecem de tudo: calcinha, chip para celular, corte de cabelo, pêra, manga, morango, ouro, plantas curativas e até previsões para o futuro. O arquivo sonoro construído pelo grupo é manipulado e colocado em relação pelos artistas, a partir de dispositivos como sampler, pedal de efeitos, amplificadores e microfones, além de objetos luminosos que compõem uma arquitetura de luz.

 

A performance é um dos 03 projetos selecionados entre 55 inscritos de todo o Brasil para compor a programação do Festival de Artes 50 Anos do Goethe Institut – Porto Alegre que acontece de 04 a 10 de dezembro em diferentes espaços da cidade, recebendo um prêmio em dinheiro mais um suporte de produção para sua realização.

 Fotografias de Carolina de Góes.

Instalação – performance
Dias 05, 07 e 09 de dezembro de 2015, às 19h
Goethe-Institut Porto Alegre (24 de Outubro, 112)

Equipe de criação: Marina Mendo(performer/musicista), Ricardo Pavão(músico), Rossendo Rodrigues(performer) e Marta Felizardo (arquiteta).

Entrada franca – senhas distribuídas a partir das 18H.